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Uma criança cai e chora alto até a mãe escutar, mas quando cresce e leva uma rasteira da vida, começa a chorar escondida e bem baixinho no escuro do quarto, pra não precisar explicar uma dor que aparentemente não corta, mas machuca bem mais do que um joelho ralado.
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Hoje chorei. Chorei que nem uma criança deixada na escola no primeiro dia de aula. Aquele choro com soluço sabe, que te faz tentar puxar o ar e não conseguir. Mas chorei em silencio. Quieta no meu quarto, com uma mão no rosto e a outra segurando a porta pra ninguém entrar. Desabei sozinha, e sozinha me recompus.
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Para que sermos metades um dos outros se podemos ser inteiros?
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Eu sinto. E sinto muito. Só me falta coragem para demonstrar.
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Pensei enquanto molhava a mandíbula com mais um gole: “Qual o mal desse século? O amor que possuo nunca é suficiente para fazer alguém ficar.
— 1º copo desde que ela me deixou. (via versificar)